Dickens e Stead, inconformados, criaram um novo jornalismo

Stead e Dickens foram contemporâneos da Revolução Industrial

O surgimento da reportagem veio pelos textos dos dois jornalistas

A reportagem como gênero de jornalismo surge acompanhando a evolução do jornal, no século XIX. Podemos definir como marco de sua aparição os trabalhos de Charles Dickens e de Willian Stead. O primeiro pela insatisfação de praticar um jornalismo informativo e inconsequente no Parlamento Britânico e o segundo, acompanhando o progresso do trem que encurtou as distâncias da Inglaterra.

Enquanto Dickens percebeu  o quanto era inóquo o seu trabalho e em suas saídas para a cobertura do Parlamento , procurava por conta da sua insatisfação, entrevistar o povo  e, de uma certa forma checar por meio de entrevistas  as consequências de todos os atos oficiais, Willlian Stead, defendia um governo praticado pelos jornais e a necessidade de intervir nos problemas causados pelo êxodo rural. Os dois viveram a revolução industrial e o surgimento do modernismo.

Dickens transformou suas inquietações em textos bem elaborados, a ponto deles serem encarados como literatura. Stead redigia suas histórias como peças de campanhas que levava adiante. E se os textos de Dikens,  publicados inicialmente no Monthly Magazine de Londres (1833), e posteriormente em seus periódicos, os de Stead serviram até para mudar a legislação inglesa por meio de suas campanhas.

Tanto Dickens  quanto Stead trabalhavam seus textos utilizando-se de entrevistas e da observação do contexto. Dickens, de origem proletária desmascarava em suas historias a hipocrisia da burguesia, classe recém chegada ao poder.  Stead conduzia seus pensamentos no sentido de interferir diretamente no governo. Os dois fizeram o sucesso por trabalhar uma narrativa moderna, sem as afetações do classicismo migrada para o romantismo em seus momentos finais.

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