Floresta em pé vale sete vezes mais que a madeira de suas árvores

Depois de encontrar o angelim, equipe mede o diâmetro da árvore — Foto: Equipe da expedição do projeto Árvores Gigantes coordenado pelo Instituto Federal do Amapá (Ifap)

Doutora em botânica largou a universidade para dedicar-se a produtos da Amazônia

Oleos essenciais a grande rigueza extraída da mata.

Oleos essenciais a grande rigueza extraída da mata.

A floresta em pé, este é o principal ingrediente dos cosméticos da bióloga Carol Ruedell que a mais de 9 anos deixou Cruz Alta (RS) para ser professora da Unemat em Alta Floresta ns cursos de biologia, engenharia florestal e agronomia. Doutora em botânica foi seduzida pela possibilidade de explorar as potencialidades amazônicas para desenvolver sua veia empreendedora. Estudou muito para conciliar os principios ativos de folhas, raízes e frutos  e transformá-los em produtos que vão além da higiene pessoal (sabonetes, cremes dermatológicos, hidratantes, repelentes, etc).

Desde 2021 um ano mais ou menos ela divide seu tempo na confecção dos produtos que fazem dela referência local em sabonetes  naturais e biocosméticos . Depois de concentrar, por anos, sua produção na divisão da atividade de professora ela deixou a Unemat para morar num pequeno sítio encravado na  floresta da Comunidade  de Nossa Senhora de Guadalupe. Ali ela concentra sua atividade empreendedora num laboratório recém-construido para adequar melhor o espaço da garagem de sua casa a seus sonhos de transferir sua condição de referencial para dentro da floresta. Ela aposta no seu conhecimento de biologia e botânica e no vazio da exploração da matéria prima local para incentivar o turismo rural/ecológico em Alta floresta e hastear sua bandeira de defesa da mata

O laboratório recém-construído armazena resinas como breu branco, baru, bacuri (árvore), óleos de citronela, andiroba e outros ingredientes que são coletados na Amazônia  e revela sua principal deficiência: os óleos vegetais que usa são importados de estados vizinhos, o  Pará principalmente. Ao mesmo tempo desenvolve estudos para um melhor conhecimento da região e para a extração das essências que pretende desenvolver.

Enquanto isso pensa na importação de óleos vegetais produzidos fora de Mato Grosso que vai desde o de castanha até o maracujá passando pelo cupuaçu, marapuá, bacuri, etc. E se prepara para produzir localmente os óleos que utiliza. Atualmente já produz o extrato de urucum, abundante na área. Mas ainda não tem estrutura para produzir óleos essenciais. “A primeira coisa que eu vejo é a possibilidade de proteção da pele. Depois observo os vários ativos interessantes como os usados para combater a caspa, os adstringentes, que dentre outras propriedades, contribuem para a resolução de problemas de peles e cabelos oleosos… “ O próximo passo é montar uma lojinha no local para atrair o turista, na compra direto do produtor, além da população local que já compõe sua freguesia há algum tempo.

No seu sítio, ao lado do laboratório deverão surgir canteiros de ervas medicinais como hortelã, manjericão, erva cidreira, citronela, lavanda, etc. Mas por enquanto ali a floresta amazônica impera e se depender de Carol Ruedell permanecerá o mais intacta possivel.

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