Jornalismo  se prepara para retomar suas funções

Robôs agregarão Inteligência artificial na abordagem dos fatos

O dia 7 de julho vai ter um dado a mais para humanidade se lembrar dele.  Vai ser um marco na história do jornalismo e registrar a primeira entrevista coletiva dada por robôs. A data, que comemora a liberdade de Imprensa, virá recheada pelas respostas de nove robôs que pretendem tirar as dúvidas (de tecnologia principalmente) dos jornalistas que participarem do evento.

Organizado pela  União Internacional de Telecomunicações (UIT), um “bureau” da Organização das Nações Unidas (ONU) o evento colocará em pauta a ação da inteligência artificial num segmento pouco explorado: a comunicação. A participação dos robôs na comunicação já é sentida na elaboração mensagens, que visam agregar informação para serem consumidas pelos veículos e plataformas de comunicação. Além de orientar para os assuntos do cotidiano, como faz o chat gpt, talvez o mais famoso aplicativo de Inteligência artificial.

A introdução da Inteligência Artificial no modus operandi do jornalista poderá resolver o principal das comunicações que é ajustar o mundo à multipolaridade. Isto deverá introduzir à prática dos jornais, em todas as plataformas a um mundo mais realista. Atualmente o jornal, por interesses difusos retornou aos tempos do noticiário que transforma em hegemônica a abordagem dos fatos pelo viés da segurança pública dentro de um modelo norte-americano onde o que é essencial fica escamoteado. 

As discussões sobre Inteligência e jornalismo já vem sendo feitas pelas Comunicações.

A “distração” dos jornalistas cm relação a feitura do jornal atualmente é ex0licada pelo jornalista Mario Victor dos Santos que que trabalhou no jornal Folha de S. Paulo (1984 a 1999) e acumulou experiência de diretor da Sucursal de Brasília, secretário de Redação, repórter especial, editor da “Revista da Folha” e ombudsman em dois períodos, de 1991 a 1993 e em 1997. Segundo ele vai servir para alterar a referência do jornalista, perdida pela pasteurização dos jornais; “Quanto estes jornalistas perdem a referência, eles ficam preocupados, e deveriam se preocupar mais”, comentou.

Durante as negociações brasileiras no Oriente Mario foi taxativo: “que está acontecendo … é algo da dimensão das grandes mudanças históricas, da alteração do sistema internacional, da maneira como as coisas são conduzidas no mundo. Estamos passando efetivamente de um mundo subordinado aos Estados Unidos para um mundo multipolar. E o jornalismo está preso a padrões antigos e não está percebendo a mudança histórica”, acrescentou o jornalista.  

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