Usina de etanol é “galinha dos ovos de ouro”

O milho subiu de patamar no agronegócio pela produção com sustentabilidade.

Ela se “alimenta” de milho, tenologia politicamente sustentada, muito respeito ao homem e ao meio ambiente e contribui para uma nova realidade em MT

A mais recente fonte de riqueza de Mato Grosso chegou no Brasil com sotaque americano, idéias de produção com sustentabilidade e um conjunto de práticas que revelam a preocupação com um modo de ser ESG (algo como Governança, Social-Ambiental, na tradução da sigla do inglês ou em outras palavras, um trabalho certificado como politicamente correto). No cerrado, irmanados pela sustentabilidade, são semeadas seis usinas que buscam ingredientes que de início fortalecem o agronegócio. Elas estão funcionando em Lucas do Rio Verde e em Sorriso, há outra em construção em Primavera do Leste, para funcionamento em 2023 e mais três estão projetadas para Querência, Nova Mutum e Campo Novo dos Parecis. E se utilizam do milho para produzir etanol.

A ação tem o poder de impulsionar a segunda safra, na fuga da monocultura de soja . A utilização do milho para o etanol revelou uma estratégia positiva que aumentou os preços de comercialização do cereal em 79,8% enquanto o outro insumo a biomassa aumentou 20,5%.

Um excelente negócio.

É a nova “galinha de ovos de ouro“ do agronegócio, ela se alimenta de milho para a produção do etanol, e gera num conceito de economia circular (que é o aproveitamento dos resíduos no processo produtivo), que gera óleo, ração e usa o excedente para produzir eletricidade. Na safra de 2021/22, processou 3,3 milhões de toneladas de milho, produziu 1,4 milhão de etanol e utilizou 3,1 milhão de metros cúbicos de biomassa para gerar energia, além de acumular créditos de Carbono, contribuindo para amenizar, o efeito estufa. Desses resíduos do processo a FS Fueling Sustainability, epresa responsável pela produção, também extraiu 44,6 mil toneladas de óleo de milho; 1,2 milhão de toneladas de insumos para raça de nutrição animal (para bovinos, suínos, aves, peixes e pets); tiveram como sobras, da utilização de biomassa para gerar energia 182,4 mil MWh de eletricidade que venderam no mercado livre; evitaram jogar no meio ambiente 489.286 toneladas de carbono (CO2-e) que transformaram em créditos.

O resultado final foi um bilionário lucro líquido de R$ 1,5 bilhão e uma coleção de recordes financeiros e operacionais. A receita líquida totalizou R$ 6,6 bilhões, o que representou incremento de 113,5% em comparação com a safra anterior. O EBITDA (Lucro Antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) apurado também mais que dobrou (126,0%), alcançando R$ 2,6 bilhões. Uma coisa eles já conseguiram: dados de sua produção só são divulgados oficialmente em relatórios de balanço ou através de porta-vozes autorizados, nem sempre disponíveis para esclarecer “segredos de pirro” da unidade de Lucas do Rio Verde como as informações que aparecem no portal da empresa na internet o https//www.fs.agr.br.

Também não é segredo, no site da FS, a origem do capital que iniciou a atividade em Mato Grosso com intenção de produzir principalmente carbono negativo, energia elétrica de biomassa, ração para nutrição animal e óleo de milho aproveitando os resíduos da fabricação (conforme as notícios divugadas em sua página da internet) Em Lucas do Rio Verde uma das três unidades de produção que vem sendo implantada desde 2017, uma bandeira norte americana revela a origem do capital, os Estados Unidos, principalmente.

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