MT Par vira acionista da concessão da BR 364

Obras começam com a benção do Governo Federal

“Foi um golaço”. Dessa forma Roberto Madureira (gerente de Relações Institucionais da Rota do Oeste) definiu a decisão do governo de Nato Grosso de comprar a Rota do Oeste. A iniciativa foi feita numa jogada onde por meio de uma iniciativa inédita o MT Par assumiu como controladora da Rota do Oeste no lugar da Odebrecht Transport S.A – OTP que já havia .desistido das obras em 2019. O Governo de Mato Grosso pagou, simbolicamente, 1,00 em troca da dívida de cerca de dois milhões e vai investir nos proxims anos . A Odebrecht amargou a perda de de R$ 1.200.000,00, gastos  entre Itiquira a Cuiabá, nos anos que vigorou sua participação na concessão e que agora vai ser investido pelo MT Par para   “melhorar outros 485 km”.  “O prejuízo é do jogo”, lembra Roberto Madureira. “O governo pensou no cidadão e tomou uma decisão inédita que foi aceita por todos”, concluiu.

A mudança do controle da Rota do Oeste foi feita pela assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta entre a Odebrecht e a ANTT (Associação Nacional de Transportes Terrestres) e vai garantir que o Governo  de Mato Grosso invista  R$ 550 milhões na concessão, as obras em menos de 60  dias (início de 2023). O TAC, assinado no dia 5 de outubro, pelas suas características foi “construído a sete chaves”, conforme o governador Mauro Mendes. A   proposta surpreendeu a todos.  O próprio ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União, assumiu a relatoria do TAC e foi incentivador junto a ANTT após ouvir do a explanação do ex-senador Cidinho e do Rogerio Galo (chefe da Casa Civil).  ”O governo de Mato Grosso propôs uma solução extremamente diferente e inovadora e heterodoxa”, comentou. Na verdade o que o governo estava fazendo era assumir um problema que não era dele.

A atitude governamental antes de mais nada evitará que as obras sejam interrompidas para serem retomadas em alguns anos, após nova licitação. Com a decisão do MTPar assumir o controle, como sócio majoritário (que foi o que aconteceu) após a Odebrech se declarar impossibilitada de cumprir o contrato as obras devem recomeçar no in´cio de 2023. Só depende de equacionar a redução dos juros do financiamento. O governo tenta reduzir o valor da dívida em 60% com o pagamento à vista.

.“Em alguns momentos eu penei que seria impossível  a continuidade das obras”, disse Mauro Mendes. “Mas pensei na importância que esta rodovia tem para Mato Grosso, não só para o caminhão de soja para as pessoas que viam crescer o medo de transitar pela BR pelo tráfego pesado responsável por 1.720 vítimas dos 2138 acidentes registrados em 2021, deixando um saldo de 75 vitimas fatais. Só a  duplicação da rodovia, tem potencial de reduzir em 15% o número de acidentes”. Disse Mauro que complementou explicando o resultado também deverá  aparecer no custo do transporte. Nas condições atuais Mato Grosso apresenta do frete mais caro do Brasil , cerca de US$ 45/tonelada.

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