Oficial do Exército é expulso da corporação por ser mentiroso

Julgado por planejar protesto com bombas em unidades militares, a Justiça Militar condenou o capitão em 1988 por falta de dignidade

Redação com  Luisa Fragão (Escrito en POLÍTICA el 25/2/2021)

Há 33 anos, o jornal “Noticiário do Exército”, veículo oficial da instituição, circulou um editorial na capa que acusava Jair Bolsonaro e outro capitão de “faltarem com a verdade e macularem a dignidade militar”. A manifestação circulou por todas as unidades militares no território nacional.

Segundo informações de Rubens Valente, no UOL, em matéria de Luiz Frazão de 25/2/2021  o texto intitulado “A verdade: um símbolo da honra militar”, de 25 de fevereiro de 1988, citava conclusões de “Conselhos de Justificação” instaurados para investigar os militares terroristas depois que a revista Veja divulgou reportagem sobre um suposto plano de Bolsonaro para estourar bombas em unidades militares.

De acordo com a revista, a ideia de Bolsonaro era protestar contra os baixos salários dos militares. Em junho de 1988, Bolsonaro foi absolvido das acusações pelo Superior Tribunal Militar (STM). Mas um editorial de publicação do Exército apresenta conclusões totalmente opostas. “O fato e tais circunstâncias tornaram os oficiais passíveis de serem considerados impedidos de continuar a pertencer aos quadros de nosso Exército, se assim forem julgados pelo STM. O Exército tem, tradicionalmente, utilizado todos os meios legais para extirpar de suas fileiras aqueles que, deliberada e comprovadamente, desmerecem a honra militar. A verdade é um símbolo da honra militar”, diz o texto.

“Tornaram-se , assim, estranhos ao meio em que vivem e sujeitos tanto à rejeição de seus pares como a serem considerados indignos para a carreira das armas. Na guerra, já plena de adversidades, não se pode admitir a desonra e a deslealdade que não do lado inimigo, jamais do lado amigo”, completa.

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