Brasil quer R$ 1 bilhão para ocupar a Amazonia

Meta é expulsar criminalidade da área com presença e tecnologia

O ministro da Justiça, Flavio Dino

“Eu acabei de voltar do Rio de Janeiro, onde fiz uma reunião com o presidente Aloízio Mercadante e toda a equipe do BNDES. Apresentamos um plano do Ministério da Justiça e do  Ministério da Defesa, para ampliar a presença no território. Esse é o centro da estratégia”, disse o ministro Dino.

Apreensão de madeira nativa da história do Brasil, feita pela Polícia Federal na divisa do Pará com o Amazonas

O plano de ocupação prevê o aporte de R$ 1 bilhão do Fundo Amazônia somado a R$ 700 milhões do Ministério da Justiça e Segurança Pública.  “Estamos pleiteando recursos para multiplicar bases fluviais, bases terrestres, multiplicar, a presença no território com helicópteros, drones, armamentos e aviões e enfrentar esse novo patamar do crime na Amazônia.

O BNDES é a instituição financeira responsável pela gestão do Fundo Amazônia, retomado este ano com caixa de mais de R$ 5,4 bilhões. O fundo é alimentado com recursos de doações de países estrangeiros para fomentar projetos de proteção do bioma.  “Monitoramento satelital [por satélite] é importante, inteligência é vital, mas é preciso presença física”, enfatizou.

Violência organizada

Flávio Dino também apontou que a criminalidade é capitaneada por facções fortemente armadas e perigosas. Isto cria dificuldades para o processo de desintrusão [medida legal para concretizar a posse efetiva da terra indígena] de garimpeiros na Terra Indígena Yanomami, em Roraima.

Entre os garimpeiros mortos nas últimas semanas, após confronto com forças policiais, havia um integrante de facção criminosa com atuação nacional. Essa linha de investigação passou a ser um dos focos de ações de inteligência do governo federal na região.

Balanço do crime

O ministro da Justiça apresentou balanço de ações das forças de segurança do governo federal na região que somam 129 mandados de busca e apreensão, 74 prisões, bloqueio de R$ 183 milhões de recursos provenientes do crime e 465 equipamentos destruídos ou inutilizados.

Em todos os estados da Amazônia Legal, houve redução de 35,61% no desmatamento do corte raso, na comparação entre os meses de janeiro a abril de 2023 com o mesmo período de 2022. Os alertas de mineração, que chegaram a 13,8 mil no ano passado, foram reduzidos para 8,5 mil nos quatro primeiros meses de 2023. Apenas na Terra Indígena Yanomami, a redução dos alertas de garimpo foi de 95%, na comparação dos primeiros meses de 2022 com o mesmo período deste ano.

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